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"Para muitos, o técnico Geninho não deveria ter aceitado o convite para voltar ao Atlético, pois, se não conseguir livrar o Furacão do rebaixamento, ele perderá o prestígio com a torcida que o idolatra.

É claro que o Geninho jamais será esquecido pela conquista do Brasileiro de 2001. E, certamente, fará o máximo possível para tirar o Atlético dessa posição de desconforto e tensão. Caso não atinja esse objetivo, ele tem a seu favor todo o histórico dos percalços pelas quais o Atlético passou antes de sua chegada. A atitude dele foi de muita coragem, pois foi capaz de se desvencilhar de suas vaidades profissionais para se expor diante de um desafio dessa envergadura".

Dionísio Filho (Gazeta do Povo, 08/09/2008)

 




"Todos os dias perguntam a Geninho, rebaixado para a 2.ª divisão com o Atlético, se ele não teme rasgar a página mais bela que escreveu na sua história de treinador: o título de campeão brasileiro pelo Atlético em 2001. Existem homens que levam a vida inteira para construir as coisas. Mas existem aqueles, que não precisam ir até o final, porque são tão grandiosos que basta um pedaço de vida para construir a sua maior obra. Aconteça o que acontecer com o Atlético, a obra de Geninho é inatingível.

Mas o que poderia acontecer com o treinador? Ser rebaixado é a tinta que borra a história? No caso de Geninho é diferente. É que assume o Atlético já ambientado na Segundona, com as esperanças resumidas na ilusão de arquibancada. Só aqueles com o espírito rasteiro e covarde, irão responsabilizá-lo por um fracasso, que em tese já está consumado.

O que Geninho vai é tentar o impossível. Terá que deixar de ser um técnico, para ser um santo".

 

Augusto Mafuz (Paraná Online, 08/09/2008)

 

 



"(...) quinze minutos foram suficientes para Geninho estrear: mandou Fernando e Júlio César jogarem com Alberto e Netinho pelos lados, tornando o que parecia difícil, absolutamente fácil e natural. O Atlético ganhou da Portuguesa fazendo uma partida razoável. Escrevo razoável, porque é impossível que um time que jogava tão mal, de repente, jogue bem. Seria perigoso se o Atlético tivesse feito um grande jogo. O razoável foi melhor que o bom. São contradições próprias do Furacão de hoje.
Esses ganhos se não são motivos para euforia, provaram que é possível a evolução".

 

Augusto Mafuz (Paraná Online, 15/09/2008)

 

 




"Ninguém esperava uma atuação arrasadora simplesmente porque o icônico técnico Geninho foi contratado e aceitou retornar ao clube nestas circunstâncias dramáticas. Mas tudo saiu conforme o figurino possível: mesmo parecendo um time em começo de temporada, com alguns jogadores fora de forma física, esteve mais organizado no plano tático, com antigas limitações técnicas e realizou o suficiente, diante de um adversário fraco – ou do seu nível, se preferirem –, para vencer, aliviar a tensão e somar três pontos.

(...)

Mas, há longo caminho a ser percorrido por Geninho e, sobretudo, pelo professor Moracy Sant'Anna para colocar o time atleticano nos trinques".

 

Carneiro Neto (Gazeta do Povo, 16/09/2008)

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